Trabalho Científico Sobre Pé Diabético

Título: Uso de baropodometria no acompanhamento de pacientes com pé diabético submetidos a amputação parcial: um caso piloto.

Autores: Larissa de Freitas Consul (Boa Pisada); Mark Joselli (PUCPR); Rafael Pereira Macedo (Boa Pisada)

Introdução:Diabetes Mellitus (DM) é uma alteração metabólica, caracterizado por hiperglicemia crônica decorrente do comprometimento na produção de insulina[1]. A comorbidade em portadores DM é o pé diabético uma úlcera. As úlceras caracterizam-se por lesões cutâneas com perda de epitélio ou até mesmo a derme ou atravessam e chegam aos tecidos mais profundos, como os ossos e músculos. Isto podelevaras perdas funcionais eaté perdas do membro inferior (MI) ou mesmo a óbito.Segundo a OMS (Organização mundial da saúde) mais de 70% dos casos de amputação são causadas pela DM [2]. Para os casos de amputação do membro inferior, o processo de reabilitação inclui o uso de próteses parciais de pé (chopart) ou em casos mais avançado até mesmo evoluindo para perda do MI (transtibial ou transfemural ou desaticurlação de joelho ou até mesmo desarticulação de quadril). O pé diabético, por conta das úlceras ou da amputação tem a sua marcha alterada, o que pode causar novas úlceras que como consequência podem levar a novas amputações. A marcha humana [3] é dividida em a fase de apoio, que corresponde a cerca de 62% do ciclo de marcha, no qual estão incluídos períodos de descarga de peso em ambos ou apenas um dos pés, e  na fase de balanço (os 38% restantes), e é caracterizada pelo deslocamento livre de um dos membros inferiores sobre o solo [4].  Metodologia:Este estudo exploratório acompanhou um caso de DM com prótese parcial do pé durante 2 anos. O individuo é do sexo masculino, tem 54 anos de idade, tem 1,73m, possui sobrepeso (95 kg), diabetes do tipo 2, descoberto há 8 anos e possui uma amputação parcial de pé. O paciente foi tratado com uma prótese parcial de pé, fisioterapia de reabilitação semanal e exame periódico da baropodometria. A baropodometria é um exame computadorizado que permite diagnosticar alterações de pressões da pisada em regiões especificas do pé, distribuição de cargas corporais, angulações e rotações de joelhos, quadris e tipologia do pé de forma estática e dinâmica (durante corrida ou caminhada) [5]. Resultados:Com o uso da baropodometria foi possível verificar a evolução das alterações da descarga de peso e prevenir novas úlceras e futuras amputações, pois os pontos de pressão são identificados e tratados preventivamente. Além disto, foi possível analisar e melhorar a descarga de peso, consequentemente melhorando a biomecânica do paciente, deixando a marcha mais da normal. Conclusão: Este estudo apresentou um caso piloto de reabilitação de pacientes com pé diabético, combinando confecção de prótese parcial de pé, fisioterapia para reabilitação e baropodometria. Esta combinação se mostra promissora para a prevenção e reabilitação de indivíduos com pé diabético.



Referencias: 

[1] Brasileiro, José Lacerda, et al. "Pé diabético: aspectos clínicos." Jornal vascular brasileiro 4.1 (2005): 11-21.

[2]Roglic, Gojka. "WHO Global report on diabetes: A summary." International Journal of Noncommunicable Diseases 1.1 (2016): 3.

[3] VIEL, ERIC. Marcha Humana, a Corrida E O Salto. Editora Manole Ltda, 2001.

[4] Consul, Larissa de Freitas. “PROPOSTA DE UM PROTOCOLO FISIOTERAPÊUTICO PARA TREINO DE MARCHA COM SUPORTE DE PESO CORPORAL PARA INDIVÍDUOS PÓS ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO”. Dissetação de mestrado. PUCPR (2015).

[5]Nozabieli, A. J., et al. "Análise do equilíbrio postural de indivíduos diabéticos por meio de baropodometria." Motricidade 8.3 (2012): 30-39.

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