Trabalho Científico Sobre Prótese

Titulo: Avaliação da biomecânica no processo de reabilitação de pacientes com amputação inferior: um caso piloto

Autores: Larissa de Freitas Consul (Boa Pisada); Mark Joselli (PUCPR); Rafael Pereira Macedo (Boa Pisada)

Introdução:A amputação de membros inferior é definida como a remoção parcial ou total de um membro inferior mediante acidente e/ou cirurgia. Existem fases para reabilitação de amputados, avaliação geral do paciente, reabilitação pré-protética e reabilitação pós-protética [1]. Na reabilitação pré-protética exige o preparo físico do individuo para que ele possa estar apto ao desgaste físico necessária para utilização da prótese, que podem exigir ate mais de 20% de gasto energético quando comparado com o paciente sem amputação [2]. A marcha humana [3] é dividida em a fase de apoio, que corresponde a cerca de 62% do ciclo de marcha, no qual estão incluídos períodos de descarga de peso em ambos ou apenas um dos pés, e  na fase de balanço (os 38% restantes), e é caracterizada pelo deslocamento livre de um dos membros inferiores sobre o solo [4]. Em indivíduos com próteses de membro inferior, utilizam de diversas estratégias para compensar as limitações funcionais, como colocar maior peso sobre o membro não afetado e diminuir a velocidade da marcha [5]. Isto causa uma assimetria de membros e alteração no ciclo da marcha do individuo. A pós-protétização visa realizar treinos de forma a corrigir estas alterações, deixando a marcha mais próxima da marcha normal.   

Metodologia:Este estudo exploratório acompanhou um caso de um paciente com prótese transfemural com sistema de suspensão durante cinco messes. O individuo é do sexo feminino, tem 56 anos de idade, 1,68 m, peso normal (65 kg), diabetes tipo I, e possui amputação transfemural há 1 ano. O paciente foi tratado com dois mês de pré-protetização, indicação da prótese transfemural com sistema de suspensão e três messes de pós protetização com acompanhamento da baropodometria. A baropodometria é um exame computadorizado que permite diagnosticar alterações de pressões da pisada em regiões especificas do pé, distribuição de cargas corporais, angulações e rotações de joelhos, quadris e tipologia do pé de forma estática e dinâmica (durante corrida ou caminhada) [5]. Resultados:Com a pré e pós protetização pode-se aumentar a força muscular do individuo, consequentemente aumentando o equilíbrio, simetria e melhorando a marcha do paciente, deixando a mais próxima do normal. Além disto, com este processo o paciente aumenta a sua segurança, melhorando a parte emocional e psicologia, consequentemente melhorando sua qualidade de visa. Com o uso da baropodometria foi possível verificar a evolução das alterações da descarga de peso e adequando o treino de marcha da pós-protetização. Conclusão:Este estudo apresentou um caso piloto de reabilitação de paciente com prótese transfemural, combinando a reabilitação com a baropodometria. Esta combinação se mostra promissora para a acompanhamento e melhoria da marcha durante a pós-protetização.



Referencias: 

[1] Lima, Karla Barros Bezerra, Therezinha Rosane Chamlian, and Danilo Masiero. "Dor fantasma em amputados de membro inferior como fator preditivo de aquisição de marcha com prótese." Acta Fisiátrica 13.3 (2006): 157-162.

[2] Gaspar, Alexandra Passos, Sheila Jean McNeill Ingham, and Therezinha Rosane Chamlian. "Gasto energético em paciente amputado transtibial com prótese e muletas." Acta fisiátrica10.1 (2003): 32-34.

[3] VIEL, ERIC. Marcha Humana, a Corrida E O Salto. Editora Manole Ltda, 2001.

[4] Consul, Larissa de Freitas. “PROPOSTA DE UM PROTOCOLO FISIOTERAPÊUTICO PARA TREINO DE MARCHA COM SUPORTE DE PESO CORPORAL PARA INDIVÍDUOS PÓS ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO”. Dissetação de mestrado. PUCPR (2015).

[5]Nozabieli, A. J., et al. "Análise do equilíbrio postural de indivíduos diabéticos por meio de baropodometria." Motricidade 8.3 (2012): 30-39.

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